Corpo Radial – Galeria Boavista

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Exposição / exhibition

Corpo Radial / Radial Body

Mariana Caló e Francisco Queimadela
curadoria/ curator Susana Ventura

Galeria Municipal Boavista, Lisboa
30.07.2020 – 01.11.2020

Terça a domingo – 14h30-19h/ Tuesday to Sunday – 2.30pm-7pm

 

In 2015 Mariana Caló and Francisco Queimadela created a first engraving of the “Sala da Memória” (Memory Room), inspired by the “Theatres of Memory” engravings produced by Giulio Camillo Delminio (1480-1544) and Robert Fludd (1574–1637). Both authors dedicated themselves to think about physical structures that could correspond, through their use, to the art of memory. This art of memory has been known since Ancient Greece for its technique to create mental images, which associates things to places within or besides a mentally recreated or imagined building (mnemotechnics).

For this exhibition, Caló and Queimadela transform the exhibition space into a memory space: an atmospheric volume of intense colour and light that prepares and provides for intimate encounter with the various works on view. As with images in memory theatres, these pieces no longer correspond to extractions of impressions from the sensible world through the senses, but rather belong to the Mundus imaginabilis, from which the images emit magical connections operated by the artists.

At the same time, the body, which discovers this space, does so from the inside of its mind, from its own association with images. While encountering the images, the body can detect what the eyes do not see and that what is hidden in the depths of the human mind. For Camillo and Fludd, the theatre of memory contained this hidden possibility, bringing together the universe and man in all its differences, gestures, movements and words, thus unveiling the countless paths that our mind travels, from the most beautiful and sublime to the most terrifying and tenebrous.

This hypothesis is also realised in a space reminiscent of that first engraving by Caló and Queimadela: a three-dimensional installation designed specifically for the exhibition that envelops the body and inhabits it for moments, delicately and intimately. The body is invited to focus on itself, and, at the same time, to unveil the memories it carries, becoming its primary reference as well as memory object.

Radial body displays this spiral that the body weaves inside and outside of itself. The body unfolds in its multiple metamorphoses and its complicated wanderings through the thickness of time that crosses each image in any art of memory, questioning, finally, its own finitude or timelessness.

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Em 2015, Mariana Caló e Francisco Queimadela criaram uma primeira imagem da “Sala da Memória”, inspirada nas gravuras dos “Teatros de Memória” de Giulio Camillo Delminio (1480-1544) e de Robert Fludd (1574–1637). Ambos os autores se dedicaram a pensar em estruturas físicas que pudessem corresponder, mediante a sua utilização, à arte da memória, conhecida desde a Grécia Antiga pela técnica de criação de imagens mentais, associando coisas a lugares dispostos ao longo de um edifício recriado ou imaginado mentalmente (mnemotécnica).

Para esta exposição, Caló e Queimadela transformam o espaço expositivo em espaço de memória: um volume atmosférico de cor e luz intensas que prepara e propicia um encontro íntimo com as várias peças. À semelhança do que acontece com as imagens nos teatros de memória, estas peças já não correspondem a extracções de impressões do mundo sensível pelos sentidos, pertencendo, antes, ao mundus imaginabilis, do qual expressam ligações mágicas operadas pelos artistas.

Em simultâneo, o corpo, que descobre este espaço, fá-lo desde o interior da sua mente, das suas próprias associações de imagens, encontrando naquelas que vê em seu redor o que os olhos não vêem e que está escondido nas profundezas da mente humana. Para Camillo e Fludd, o teatro da memória continha esta possibilidade oculta, talvez por poder reunir o universo e o homem em todas as suas declinações, gestos, movimentos e palavras, de desvelar os inúmeros caminhos que a mente percorre, dos mais belos e sublimes aos mais terríficos e tenebrosos.

Esta hipótese concretiza-se, ainda, num espaço reminescente dessa primeira gravura: uma peça tridimensional, concebida em específico para a exposição, que envolve o corpo, que a habita por momentos, delicada e intimamente, permitindo-lhe centrar-se em si mesmo, e, simultaneamente, desvelar as memórias que carrega em si, tornando-se em objecto primordial de referência e memória.

Corpo radial expõe essa espiral que o corpo vai tecendo dentro e fora de si e sobre a qual se desdobra nas suas múltiplas metamorfoses e complexas deambulações pela espessura do tempo que atravessa cada imagem em qualquer arte da memória, questionando-se, por último, sobre a sua própria finitude ou intemporalidade.

-Susana Ventura, Curadora

The Cypress dance at IndieLisboa

+info : https://indielisboa.com/en/movies/a-danca-do-cipreste/

A nossa curta metragem ” A dança do cipreste” vai estar no IndieLisboa, no Cinema São Jorge nos dias 30 de Agosto, na sessão das 21h45 e, no dia 4 de Setembro na sessão das 18h45. O nosso agradecimento especial aos que contribuíram para a realização do filme, em especial à Mariana Barrote, Jessika Kenney, Eyvind Kang, Henrique da Luz, Artur da Luz, Rafael da Luz.

A Dança do Cipreste – FIDMarseille

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Here is the schedule of projections of “A dança do cipreste” at FID Marseille

23.07.2020 – 15:00 – Variétés 5
24.07.2020 – 17:30 – Variétés 5
25.07.2020 – 12:00 – Variétés 2

We are happy to share with you the beautiful poster of our film! The drawing is by Mariana Barrote and the design by Pedro Nora

https://fidmarseille.org/…/programme-…/votre-programme-2020/

Special thanks to Mariana, Henrique, Artur, Rafael, Pedro, Jessika and Eyvind for their contribution for the film!

“A Dança do Cipreste” at FIDMarseille

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” A Dança do Cipreste” vai estrear no festival internacional de cinema FIDMarseille, a decorrer de 22 a 26 de Julho de 2020.

Obrigada a todos os que nos ajudaram na realização! Estamos muito gratos à  Mariana Barrote, ao Henrique Ponte da Luz, Artur da Luz e Rafael da Luz pela presença super especial neste filme. Foi sempre um prazer acompanha-los e segui-los com liberdade. Muito obrigada também à  Jessika Kenney e ao Eyvind Kang pelas maravilhosas composições originais, foi um enorme privilégio trabalhar com estes músicos incríveis

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Our film “A dança do Cipreste” / “The Cypress Dance” will premiere at FIDMarseille film festival, happening from the 22nd to the 26th of July, 2020

We would like to express our gratitude to everyone who helped us do this film. We are very grateful to Mariana Barrote, Henrique Ponte da Luz, Artur da Luz and Rafael da Luz for their super special presence in this film. It has been a pleasure to acompain and follow them with freedom. We are also very grateful to Jessika Kenney and Eyvind Kang for the wonderful original compositions, what an incredible privilege to work with these amazing musicians!

+ info

 

 

Collective show “CAOS E RITMO” – CIAJG

sinais de fumo 2

(Smoke signals, 2020)

De 7 DE MARÇO a 4 DE OUTUBRO de 2020

Centro Internacional de Artes José de Guimarães

Fundado sobre os poderes do corpo e a consciência individual enquanto uma entre tantas outras entidades que partilham e convivem num mundo feito de diversidade, Caos e Ritmo serve de mote para uma reflexão encantada e desencantada, poética e política, sobre o lugar do homem e, em particular, da criação artística num mundo doente e amnésico – uma exposição-estrutura que servirá de lugar para a fundação de discursos, reflexões e práticas transversais às disciplinas, às geografias e às culturas.

José de Guimarães, André Príncipe, Mesquitela Lima, Mariana Caló e Francisco Queimadela, Rosa Ramalho, Quintino, Susana Chiocca, Skrei, Agostinho Santos, Hugo Canoilas, Coleção de Arte Popular de Agostinho Santos, Coleções de Arte Africana, Arte Pré-colombiana e Arte Chinesa Antiga de José de Guimarães