BIENAL ANO ZERO

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The third edition of the Coimbra Biennial of Contemporary Art is one month away and the organisers have announced the 39 artists, half of which are commissioned, who will occupy different places in the city, providing a deep activation of its architectural and intangible heritage, partially classified by UNESCO.
The Círculo de Artes Plásticas de Coimbra, Coimbra City Council and the University of Coimbra have publicly announced the list of artists for the third edition of Anozero, which will open to the public on November 2 and can be visited free of charge until December 29, 2019.

The participating artists are Alexandra Pirici, Ana María Montenegro, Ana Vaz, Anna Boghiguian, António Olaio, Belén Uriel, Bouchra Khalili, Bruno Zhu, Cadu, Daniel Melim, Daniel Senise, David Claerbout, Eugénia Mussa, Joanna Piotrowska, João Gabriel, João Maria Gusmão + Pedro Paiva, José Bechara, José Spaniol, Julius von Bismarck, Laura Vinci, Luis Felipe Ortega, Luís Lazaro Matos, Lynn Hershman Leeson, Magdalena Jitrik, Maria Condado, Mariana Caló and Francisco Queimadela, Marilá Dardot, Mattia Denisse, Maya Watanabe, Meriç Algün, Przemek Pyszczek, Renato Ferrão, Rita Ferreira, Steve McQueen, Susan Hiller and Tomás Cunha Ferreira.

Geometria Sónica | Energia – Frequência – Forma

Geometria Sónica | Energia – Frequência – Forma
Francisco Janes, Mariana Caló e Francisco Queimadela, Jonathan Uliel Saldanha,
Laetitia Morais, Manon Harrois, Miguel Leal, Mike Cooter, Pedro Tudela,
Ricardo Jacinto e Pedro Tropa, Sara Bichão, Tomás Cunha Ferreira

Inauguração dia 29 de Junho pelas 21h30

29 junho a 6 outubro 2019

A presente exposição é uma versão do projeto que, durante cerca de uma ano, reuniu um extenso conjunto de artistas que trabalharam a partir do contexto institucional do Arquipélago — Centro de Artes Contemporâneas em diferentes plataformas físicas e conceptuais. O projeto reúne artistas portugueses e estrangeiros cujas obras e pesquisas incorporam o som, como material, ou como estrutura conceptual. Todos eles fundam o trabalho numa sólida base de pesquisa e de experimentação. A escolha do elenco baseou-se, em primeiro lugar, na sensibilidade colaborativa e, em segundo lugar, na relação que o trabalho de cada um estabelece com as caraterísticas do arquipélago dos Açores, cuja a origem vulcânica, a ressonância cósmica, a presença intensa e diversa da natureza (enquanto imanência e enquanto sentimento) exerce um forte apelo sobre os mais diversos criadores e pensadores.
Do ponto de vista filosófico, o projeto é influenciado por alguns pensadores que desenvolveram e problematizaram os conceitos de arquipélago, migração e miscigenação, tais como Édouard Glissant (um dos mais importantes e influentes pensadores da contemporaneidade, desaparecido em 2011), que desenvolveu a noção de crioulização cultural; Emanuele Coccia, cujo recente livro “A Vida das Plantas: uma Metafísica da Mistura”, particularmente apropriado para pensar a relação da entidade humana com a entidade natural; Agostinho da Silva, que pensou de forma visionária a questão transatlântica e dos fluxos culturais que se vão desenvolvendo entre continentes e povos; ou, ainda, Vitorino Nemésio, cujo conceito de Açorianidade será central à reflexão engendrada pelo projeto. Trata-se de um projeto que foi concebido para integrar e cumprir as diferentes valências do Arquipélago, quer em termos do espaço expositivo e performativo, quer no que concerne à sua missão (produzir e trazer conhecimento à população da Ilha e do Arquipélago, mas também exportá-lo para outras paragens). É um projeto inovador que explora de forma inédita o maior arquivo audiovisual nacional, o arquivo da RTP, cujo horizonte de existência se confunde com a formação de um sentimento de pós-modernidade e de contemporaneidade em Portugal. É, finalmente, um projeto de criação, realizada a partir da residência na Ilha (ou ilhas), e de apresentação e diálogo com a comunidade. Geometria Sónica pretende tematizar a importância do som na construção da nossa presença no mundo. As sociedades animistas, por exemplo, utilizam desde tempos imemoriais, o som, nomeadamente certos ritmos e frequências, para curar ou para atingir níveis de hiperconsciência. O projeto propõe pensar a relação entre determinados padrões ou frequências sonoras e a criação de estruturas arquetípicas do pensamento e da arquitectura, tais como monumentos antigos edificados em diferentes lugares do mundo. As civilizações antigas construíam a partir da observação do Cosmos e acredita-se que, também, a partir da harmonia e ressonância sonora do Universo. É nesse pressentimento intemporal de que todos os seres são ligados por uma consciência global e coletiva que o projeto agora apresentado se funda.

Curadoria Nuno Faria
Projeto originalmente apresentado no Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas

 

+ info: http://www.ciajg.pt

Meia-Noite no Cinzeiro 8 – MAAT, Lisboa

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Meia-noite de Mariana Caló e Francisco Queimadela

curadoria de Filipa Ramos

Cinzeiro 8 – MAAT, LISBOA

05 Jun 2019 – 09 Set 2019

11h00 – 19h00
Encerra às terças-feiras

 

Meia-noite

“Meia-noite apresenta um conjunto de obras de Mariana Caló e Francisco Queimadela. Explorando diversas tecnologias de visão noturna, a exposição situa-se simbolicamente na fase de transição da noite para o dia, momento em que, no imaginário popular, as relações entre vários seres e mundos são porosas.

À entrada, duas projeções sincronizadas justapõem cianotipias de plantas a imagens de animais realizadas a partir de sequências captadas com iluminadores infravermelhos de videovigilância e posteriormente transferidas para filme 16mm a preto-e-branco. O tapete lúcido dos animais (a membrana retrorrefletora do globo ocular que garante a sua visão no escuro) é particularmente visível nos filmes, que revelam o olhar iridescente de bufos-reais, corços, fuinhas, gamos, ginetas, javalis, lobos, raposas, ratos, texugos e vacas.

Na sala à direita, uma instalação vídeo HD em seis canais expande o interesse dos artistas pela cianotipia — um processo analógico de fixação de imagens através da exposição de superfícies sensibilizadas à luz ultravioleta. As impressões fotográficas de elementos naturais resultam de cianotipias filmadas e transferidas para o seu negativo. Flores, folhas e ossos tornam-se abstrações físico-temporais cujo movimento e som contínuos diluem o presente num fluxo atemporal e tingem a sala de azul profundo. À esquerda, um filme de 16mm converge diferentes estados de uma figura feminina cuja imagem se divide entre matéria e sombra, corpo e mente, sono e sonho. Este corpo aéreo existe de noite, no meio da noite, através do medium da noite, onde penumbra e luz, contorno e densidade, movimento e suspensão, lua e céu noturno se encontram.” Filipa Ramos.

Midnight

“Midnight presents a group of works by Mariana Caló and Francisco Queimadela. Exploring various night vision technologies, the exhibition is symbolically located in the transition period between night and day, in the moment in which, according to popular imaginary, the relations between different beings and worlds are porous.

At the entrance, two synchronized projections juxtapose cyanotypes of plants with animal images made from sequences captured by infrared video surveillance illuminators and later transferred to 16mm black-and-white film. The animals’ tapetum lucidum (the retroreflective membrane of the eyeball that ensures their night vision) is particularly visible in the films, which reveal the iridescent gaze of badgers, boars, bucks, cows, deer, eagle-owls, foxes, gannets, rats, weasels and wolves.

In the room to the right, a six-channel HD video installation expands the artists’ interest in the cyanotype — an analogic process of fixing images by exposing a sensitised surface to ultraviolet light. The photographic prints of natural elements result from cyanotypes that were filmed and transferred to negative. Flowers, leaves and bones become physical and temporal abstractions whose continuous movement and sound dilute the present in a timeless flow and tinge the room with deep blue. To the left, a 16mm film converges different states of a female figure whose image is divided between matter and shadow, body and mind, sleep and dream. This aerial body exists at night, in the middle of the night, through the medium of the night, where penumbra and light, silhouette and density, movement and suspension meet, moon and night sky meet.” Filipa Ramos

PORTO FEMME – INTERNATIONAL FILM FESTIVAL, Porto

Sexta 21/06 – 16h Auditório da Biblioteca Almeida Garret

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL | INTERNATIONAL COMPETITION
– “Golden Girl” de/by Chiara Fleischhacker | 12′ | Fic | França/ France e/ and Alemanha/ Germany
– “Aya” de/by Moufida Fedhila | 24′ | Fic | Tunísia/ Tunisia
– “Comment Te Traduire ” de/by Barbara Creutz |4′ | Anim | França/ France
– “Tshweesh” de/by Feyrouz Serhal | 25′ | Fic | Líbano/ Lebanon
– “June Lily” de/by Tan Yuehan | 5′ | Anim | China
– “The boy in the room” de/by Rafaela Salomão | 15’5′ | Fic | Brasil/ Brazil

COMPETIÇÃO XX ELEMENT | XX ELEMENT COMPETITION
– “Sombra Luminosa” de/by Mariana Caló e/ and Francisco Queimadela | 22′ | Doc | Portugal

Artists’ Moving Image Network, Leeds

Artists’ Moving Image Network Screening Weekend, 5–7 July 2019, Leeds. Guest curated by Herb Shellenberger.

A cinema-based group exhibition focused on bringing the work of Yorkshire-based artists in dialogue with international artists and filmmakers.
Featuring work by Kohei Ando, Alf Bower, Mariana Caló & Francisco Queimadela, Clare Charnley, Anouk De Clercq, Geoff Clout, Rhian Cooke, Amelia Crouch, Anja Czioska, Vanalyne Green, Carolyn Lazard, Bernd Lützeler, Chris Marker, Gordon Matta-Clark, Dore O, Jaakko Pallasvuo, Pramod Pati, Steve Reinke, Alain Resnais, Peter Samson, Geraldine Snell, Viktoras Starosas, Hito Steyerl, Shuji Terayama, James Thompson, Janey Walklin, Harlan Whittingham, Monika Uchiyama and more.

Part of Index Festival – a visual arts festival during @YorkshireSculptureInternational. Supported by Leeds City Council, Leeds Inspired and Arts Council England.

http://pavilion.org.uk/screening-weekend/

Cinema Elemental: Da Imagem Alquímica ao Ecofeminismo

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Cinema Elemental: Da Imagem Alquímica ao Ecofeminismo

8 – 29 de Junho aos fins de semana na Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa

Com Alexandra Navratil, Ana Vaz, Arjuna Neuman, Denise Ferreira da Silva, Barbara Hammer, Beatriz Santiago Muñoz, Cem Raios T’Abram, Cherry Kino, Deborah Stratman, Gunvor Nelson, Jennifer Reeves, Mariana Caló, Francisco Queimadela, Mónica Baptista, Schmelzdahin, Stan Brakhage, Von Calhau!

Curadoria: Margarida Mendes

EN:  elemental-cinema-from-the-alchemical-image-to-ecofeminism